Blog da Nau
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Drogas e condicionamento
Estamos estudando algo que se chama condicionamento. Isso acontece com todo mundo em relação à uma pancada de coisas. É um processo de aprendizagem com base no estímulo e na resposta. A pessoa viciada em drogas (lícitas ou não) entra em crise de abstinência - aposto que já ouviram falar - que é quando seu corpo não recebe a resposta desencadeada pelas drogas. Fissura é o desejo - semelhante a fome, por exemplo - de utilizar a substância. Mas o que o condicionamento tem a ver com isso tudo? Bem, vamos colocar que as coisas que acompanham o efeito da droga (a pílula, o copo, o bar, a caixa de cigarro, a seringa) são os estímulos condicionados (aprendidos). Você aprende por estímulo-resultado que aquilo tudo lhe causará a sensação. E os efeitos dentro do organismo são os estímulos incondicionado (não aprendidos).
Também há a resposta condicionada - como o aumento da temperatura corporal ou a produção de saliva, e a resposta incondicionada - perturbações induzidas.
Por que eu estou falando tudo isso? Para dizer que não é fácil ser viciado e mais difícil deixar as drogas de lado como as pessoas pensam. Na nossa vida há uma série de acontecimentos que a gente não imagina que estão conectados, mas a gente aprende que sim. Por exemplo, um viciado em bebida alcoólica passa na frente de um bar familiar, está mais inclinado a ter fissura naquele momento. São as pistas que a gente deixa. Se toda vez antes de injetar alguma droga, algo acontece (tipo passar uma sirene), toda vez que ouvir a sirene o usuário vai ficar esperando a droga. O nome disso é Pista.
Há as pistas interoceptivas (que apenas o usuário vê) e as exteroceptivas (cheiro, paladar, etc). Uma dose menor pode ser uma pista para uma dose maior. Por esse motivo, quem está parou de beber passa bem longe de álcool.
Interessante também é ver que o efeito da droga depende do ambiente em que é utilizada.Se é no mesmo ambiente que o usuário está acostumado, há mais tolerância do que em um ambiente estranho. Isso é perigoso, pois o usuário teria uma overdose em um lugar estranho enquanto ficaria de boa com a mesma quantidade em um lugar familiar para se usar a droga.
Ou seja, uma terapia eficiente seria uma que minimizaria a possibilidade de recaídas desconectando os efeitos e respostas condicionados e incondicionados que a pessoa aprendeu com o uso. Expor o paciente à tais pistas, mas associando com outras coisas.
Isso tudo é muito esquisito. Os seres humanos não são os únicos a fazerem tudo isso. Será que tudo o que a gente é, pensa, faz e aprendeu na vida é condicionamento? Será que tem como escapar?
Agora eu pergunto, por que o ser vivo faz essas associações? por que as drogas fazem mais ou menos efeito de acordo com o ambiente ou o ritual feito?
Comentem aí o que vocês acharam disso tudo.
Se alguém acha que falei besteira a respeito desse assunto, estou baseada no texto "Drug tolerance, drug addiction, and drug antecipation" do autor Shepard Siegel.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Trollagem, polêmica e dúvida: esquizofrenia ou depressão?
Era uma vez, faz muito tempo atrás, um homem teve uma ideia maluca. Resolveu testar a capacidade de diferenciar os "sãos" dos "insanos" entre os psiquiatras. Ligou para uma porção de amigos, 8 no total, e combinou um plano com eles. Cada um, incluindo ele mesmo, iria a um hospital psiquiátrico diferente e relataria ao médico estar escutando uma voz que diz: Tum. Com exceção do nome e ocupação, deveriam ser interamente honestos, sem fingir mais nada. Vocês acham que quantos deles foram diagnosticados malucos? Quantos foram internados? Pense um pouquinho.
Bem, ela foi no mesmo número de médicos que Rosenham foi, com a mesma queixa. Ouvindo "tum". 9 vezes. E na maioria recebeu o diagnóstico "depressão psicótica", embora ninguém tenha feito testes com ela. Porém recebeu muitas pílulas. Muitos remédios sem sequer explicarem o que aquilo faria no organismo dela. Nenhum "pendente".
Eu fiquei pensando em algumas coisas enquanto lia o texto. Primeiramente, não havia precedentes - ninguém jamais reclamou antes de ouvir "tum". Por que os médicos não disseram que não sabiam? Por que eles assumiram que os pseudo-pacientes eram doentes? Será que eles acharam que estavam na frente de um distúrbio novo, ou estavam confiantes demais no seu próprio conhecimento e na sua área de atuação?
Em segundo lugar, por que a mudança de diagnóstico? Com Rosenhan foi esquizofrenia, com Lauren foi depressão. Será que é moda? É uma doença que está sendo muito falada e, por isso, fica mais facil o psiquiatra se lembrar, não sei.
Terceiro, pra que tanto remédio? Não podem encontrar outras soluções não químicas para resolver os problemas? O campo da psiquiatria envolve apenas remédios?
O lado bom é que o tratamento foi mais humanizado. Os doentes eram tratados de forma bem pior, segundo a própria experiência de Lauren. Mas a gente pode confiar na psiquiatria? Não é subjetivo demais para confiar? Ou justamente por ser subjetivo que podemos confiar?
Bem, Spitzer ficou decepcionado. Eu também ficaria se algo que eu acredito se mostrasse tão subjetivo. A gente acha que a psiquiatria se difere da psicologia justamente por utilizar remédios, quimica, biologia... Mas, no final, é tudo praticado por seres humanos em seres humanos. Se torna subjetivo só por esse fato. Acho que ainda vamos ver muitas mudanças nesse ramo, que é bem recente.
E então, pessoal, o que vocês acham? Dá pra confiar? Por que a mudança de diagnóstico? Por que nenhum "pendente" foi dado? Comentem aí! \ô/
Se você achou este blog e está deprimido, procure ajuda! Não fique sozinho.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Drogas, crianças e velhos.
Mas hoje tem eeeeeeeeeeeeeeeeee \ô\
Vou ser bem sincera com vocês. Não gosto de remédios. Eles são coloridos, fofos e dá muita vontade de comer. Mas eu não gosto. Só tomo quando um médico passa e explica o porquê. Os meu motivos eram bem simples. Remédio é algo que muda alguma composição química do corpo e eu acho que ficar mudando a composição química por uma dorzinha aleatoriamente não faz bem. Mas, na verdade, eu nunca havia parado para pensar a respeito de como os remédios agem na sociedade. E como são importantes.
Esse cara aqui ao lado.
E eu surtei.
Primeiramente, ele fala a respeito de como o ser humano sempre buscou formas de potencializar seu desempenho. Poções mágicas, xaropes, tônicos para memória, inteligência, força, agilidade, fertilidade e até melhorar a parte (cof cof) sexual. E isso é verdade. E piora! Veja bem, centenas de anos atrás, o que as pessoas faziam? As coisas normais que fazemos. Mas a informação está cada dia tão veloz e cada vez a gente quer mais coisas, fazer mais atividades. Está tudo uma loucura! Queremos crescer, ganhar dinheiro, casar, graduar, ler livros bons, talvez pós graduar, ter filhos, netos, viver com a família, viajar, estudar, trabalhar em algo que dê lucro, ter passatempos e fazer tudo isso sem desconectar das redes sociais. Eu imagino que agora, mais que nunca, as pessoas prefiram se medicar do que "perder" um tempo a mais descansando ou levando a vida em um ritmo mais desacelerado. Some isso à uma indústria que está em pleno crescimento tecnológico e de mercado que oferece pilulinhas coloridinhas e substâncias (cada vez com o gosto melhor) que, como se fosse mágica, resolve os problemas. Pelo menos em teoria.
Continuando o capítulo, o autor aborda a questão do Alzheimer. Para quem não sabe, é a doença do esquecimento e acomete mais pessoas de acordo com o avanço da idade. Obviamente, há um campo de pesquisa enorme nessa área. Quero ressaltar dois pontos. Primeiro: Hoje em dia o ser humano está registrando cada pensamento, cada ação. Não só registrando, mas divulgando. A memória é tratada como um bem de altíssimo valor. Se quiser saber como eu estava me sentindo no dia tal de tal mês e ano irei em tal rede social, ou blog, e verei não apenas o meu lado mas também como as pessoas reagiram e viram isso. É incrível. O segundo ponto é: nesse mundo aonde as informações chegam e vão tão rápido, é muito difícil absorver tudo. Mas quando se perde a memória, é como se fosse apagando a sua própria identidade.
Imagina que mágico, eu estava esquecendo a minha vida toda. Tomei uma pílula e... TARÃN! Lembrei!
Mas... esquecer as coisas faz parte da vida. Queremos mesmo lembrar de tudo e ter tanta capacidade cognitiva? Em pessoas com alzheimer, dar uma memória linda e maravilhosa não é combater a doença, mas apenas um sintoma. Como, em pacientes com infecção, tratar a febre. Além do mais, uma pessoa com 80 anos de experiências boas e ruins que tenha a memória reavivada pode não querer lembrar de tantas coisas. Principalmente as ruins e as boas que nunca mais voltam.
O texto também fala de intensificadores cognitivos. Não vamos nos enganar, as pessoas utilizam inúmeros por aí que não vendem em farmácias. Café, por exemplo. Mas, será que isso não atrapalha o organismo? E Isso vai ser verdadeiro? Uma pessoa que estuda a base de café e, um dia, a cafeína do mundo acaba. Ela vai ser a mesma pessoa?
Agora a minha parte favorita. O resto do capítulo fala a respeito de crianças diagnosticadas com ADHD - Distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade.
A criança, comparada à outras da mesma idade, é diagnosticada com ADHD. Não consegue parar quieta, prestar atenção na professora ou na tarefa, não escuta o que os pais falam. Há uma explicação cerebral para algumas crianças se comportarem como se, palavras da minha avó, tivessem com formiga na bunda?
É inegável que o uso da Ritalina por essas crianças deixem os pais e professores mais tranquilos. A criança fica quieta. Com menos vontade de correr e brincar, mas pelo menos presta atenção na aula. Mas é isso que a gente quer das crianças?
Steven Rose fala de um aumento incrível no número de crianças diagnosticadas com ADHD ao longo do tempo, sendo medicadas e a sociedade aplaudindo o bom comportamento recém adquirido. Mas isso é bom? Vivemos em uma sociedade cada vez mais multitarefas. Estou escrevendo no Blog, monitorando minha conta no Facebook, twitter, assistindo televisão e almoçando. Esperando dar o horário de sair para trabalhar. Será que as crianças não estão cada vez mais "desatentas" por que tem aprendido a dar atenção a muitas coisas ao mesmo tempo? E se for algo que estamos ensinando para elas, é hipocrisia fazê-las engolir um remédio para fazer o contrário do que fazemos. Conseguimos ficar cinco horas sentados em uma sala de aula, mas conseguimos entrar na internet e ver apenas uma página por vez? Sem abrir outras janelas? Sem utilizar outros programas do computador? Faça o teste, ligue o computador e desative tudo - até o relógio. Tenta entrar em apenas uma página, ver tudo o que está lá e, somente assim, ir para outra. Será que, ao invés de medicar uma criança, não seria melhor mudar o sistema educacional? Aulas mais dinâmicas, divertidas, interativas. Avaliações diferentes para alunos diferentes. E por que não dar mais espaço para a criança brincar e ser criança. A graça do Calvin - personagem do garoto da tirinha acima - é que ele tem uma imaginação incrível. Por que tirar isso das nossas crianças e trocar por dever de casa, que são muitas vezes mal elaborados?
Ao diagnosticar uma criança com ADHD ou TDAH (transtorno de défict de atenção e hiperatividade) você coloca um rótulo nela e a põe em uma gaveta. Ela é anormal. Esquisita. Que defesa uma criança tem contra uma pessoa de jaleco que estudou anos e diz que ela tem uma doença? Ela precisa de remédio para fazer o que as outras crianças - em teoria - fazem normalmente. A criança vai conseguir lutar contra isso? Ela poderá ser um dia "normal" ou dependerá das drogas para sempre?
A Ritalina com certeza funciona, mas seus efeitos são muito maiores do que apenas ajudar na concentração.
Bem, por hoje é só. Comentem aí o que vocês acham dessas questões todas.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Why so Serious?
Quais os sintomas de TPAS? Agressividade, impulsividade, ausência de remorso, incapacidade de adequar-se às normas, propensão à enganar, Desrespeitoso, em relação à segurança, irresponsabilidade consistente. São os critérios diagnósticos propostos que – ao ter três ou mais, indica o transtorno. Guarde isso, uma lista para se procurar pelo menos três e dar o diagnóstico.
Agora, o que realmente causa um debate é a origem do transtorno. Por que uma pessoa fica, ou nasce assim? Qual a causa? Bem, a autora coloca que eventos estressores nos primeiros anos de vida tem sido associada com o TPAS. Porém, pessoas sem eventos assim também são diagnosticadas com TPAS, levando a crer que a hereditariedade tem uma parcela de culpa. E em seguida associa o transtorno com lesões no cérebro, especificamente na parte da frente – o chamado Lobo Frontal e daí há uma grande explicação sobre lesões e ausência de receptores no cérebro que podem explicar a doença. Então podem ser vários motivos combinados ou não, biológicos e sociais.
O modo de diagnosticar é subjetivo. Lembra da lista lá em cima? Então, um homem que seja agressivo, impulsivo e incapaz de se adequar às normas pode ser colocado no mesmo balde que um homem que não tem respeito em relação à segurança, propenso a enganar e irresponsável? Coloque duas pessoas pra dar o diagnóstico, apenas comparando a pessoa com os sintomas da lista. Dependendo da pessoa que avalia, o conceito de "agressivo" por exemplo, possa se encaixar ou não. Se o diagnosticador estiver tendendo à encaixar o paciente no transtorno, qualquer mentirinha pode ser uma Propensão à Enganar!
Há a possibilidade de uma pessoa que tenha tendência genética para ter ausência de receptores no cérebro, ou que sofra um acidente, não tenha TPAS? É algo que a pessoa possa lutar para mudar em si mesma? No final das contas, até que ponto o contexto e a genética influenciam na personalidade de um indivíduo? O que vocês acham, pessoal? Consegui dar um nó no cérebro de vocês? Comentem aí.
Beijos e até a próxima!
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Milgram, a Obediência e um Experimento de Mentirinha
Olá pessoas! Antes de começar a falar sobre o assunto, vejam o vídeo abaixo.
Tudo o que eu vou falar aqui foi pensado depois de ler um trecho do livro "Mente e Cérebro" da autora Lauren Slater¹. Esse livro fala do Top 10 de experimentos científicos do século passado, e o de Milgram é um deles. A experiência que o vídeo fala foi realmente feita e foi um choque para a sociedade que, na época, estava começando a se questionar sobre até que ponto mexer com o psicológico e físico de alguém pelo "bem da ciência" era aceitável. Vou explicar um pouquinho pra quem ficou com preguiça de assistir o vídeo.
No meio do século passado, um cara chamado Milgram montou um esquema muito doido. Ele recrutou várias pessoas para participarem de uma falsa pesquisa sobre aprendizado que consistia em dar choques em um voluntário quando ele errava uma pergunta. Basicamente, o voluntário era um ator e não havia choques. E o que Milgram realmente queria estudar era até que ponto o ser humano obedeceria uma ordem que claramente machucava outro ser humano, tal ordem sendo dada por um cara de jaleco branco que provavelmente entende do assunto e tudo o mais. Eu ficaria muito maluca se passasse algumas horas dando choques em alguém - que talvez até morra no meio do processo - e no fim das contas era tudo de mentira. Eu que era a estudada. Eu surtaria e daria choque em alguém, só pra variar.
De qualquer forma, as conclusões que Milgram chegou são super diferentes das que eu achei (e todos os entendidos da época que ele perguntou). Sério, pensei que apenas 10% chegariam até o final. Obedeceriam. E que esses teriam algum tipo de problema, falta de empatia, sei lá. Os psicólogos da época chutaram níveis mais baixos até. Sabe qual a verdadeira porcentagem? Em torno de 65%. Digamos que, em média, a cada 10 pessoas que você conhece, seis ou sete iriam até o final. Obedeceriam. Por que essas pessoas seguiram? Por que as outras desistiram?
Depois do experimento, Milgram fazia entrevistas com o pessoal estudado. Perguntava sobre tudo. E com esses dados em mãos, tentou traçar um perfil das pessoas obedientes e das desobedientes. Tentou traços culturais, personalidade, mas nada foi conclusivo. Haviam milhares de variáveis. Por exemplo, Lauren Slater conversou com um desses caras que foi pesquisado e ele deu a entender que só desobedeceu por medo de ter um ataque cardíaco. E se ele não temesse pelo seu próprio coração, teria continuado? E se mudasse o contexto? Ao invés de um "Doutor" em seu laboratório falando pra continuar fosse algo diferente, como um adolescente incitando os outros alunos a praticar o bullying em uma escola? Ou até mesmo o silêncio obediente quando uma injustiça é feita na universidade.
As pessoas podem obedecer, também, por ter um líder comandando e não apenas por pressão de um grupo ou tradição. O fato de ter um homem aparentemente respeitável, de jaleco branco, agindo como se tivesse tudo sob controle e ele soubesse de tudo, leva as pessoas a fazerem o que ele manda. Seja por confiança, por medo de decepcionar, pressão por estar em um "experimento científico", querer honrar um acordo, entre outros. Acredito que a figura de autoridade foi importante para o experimento de Milgram, tanto que quando as pessoas, que estavam dando o choque, achavam que ele não estava olhando, muitas vezes ficavam tentados a ajudar o pobre do eletrocutado de alguma forma. Talvez nesse ponto aquela coisa que faz a gente querer ajudar os outros estivesse em conflito com as regras do que deveria ser feito.
Pessoalmente acredito que as pessoas continuariam tendendo a obedecer. O que uma mudança de contexto faria era aumentar ou diminuir o ato de obedecer ou não, mas o impulso de fazer o que pedem estaria ali. Se colocassem alguém que eu amo pra levar choque, mesmo sendo pelo bem da ciência eu ficaria de coração partido e desobedeceria. Mas se fosse aquele vizinho chato que escuta musica ruim... Então, é pelo bem da Ciência, né? x)
Também acho que, se manipulassem a população para que houvesse um pensamento comum de que certo tipo de ser humano era inferior e até fazia mal para a saúde, haveriam pessoas que não se importariam nem um pouco em obedecer. Já que não são seres humanos como nós, são tão inferiores que nem importam... coisas assim. Está duvidando? Vou dar um exemplo: Segunda Guerra Mundial. Começou assim. Primeiro colocando na cabeça da população alemã que as outras "raças" eram inferiores. Que os Judeus precisavam ser isolados. Depois, que eram os ratos da sociedade e precisavam ser controlados e exterminados. Daí pra experimentos científicos bizarros era só um passo. Afinal de contas, ninguém liga em fazer experiências com ratos.
A sociedade da época de Milgram estava se recuperando da Segunda Guerra Mundial e todos queriam entender o que levou tanta gente a contribuir para o Holocausto. Afinal de contas, não poderia haver tantos monstros assim em uma nação apenas, não é? Apesar de muita gente discordar - e ter discordado na época - a obediência pode explicar o porquê de tantas pessoas cometerem atrocidades em guerra e o experimento de Milgram pode dar uma luz nesse aspecto.
E vocês, o que acharam? Isso tudo é realmente importante? É possível definir um traço determinante nos obedientes? O que interferiu mais nos resultados: contexto ou personalidade?
Bem, se vocês comentarem, eu respondo, viu? Mas, por enquanto... Até semana que vem!
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sábado, 24 de agosto de 2013
Primeira postagem do mundo \ô/
Estou criando este blog para apresentar alguns textos de Introdução à Psicologia. Ou para dominar o mundo, o que vier primeiro.
Toda semana eu irei postar um texto diferente. A disciplina tem um cronograma bonitinho e, pelo que eu vi, tem muitos textos interessantes e eu espero que vocês se divirtam.
\õ\
