Todo mundo já viu pelo menos um filme que seja que tenha pelo menos um psicopata. Aquele carinha que torturou animaizinhos e, talvez, agora resolva correr atrás de um grupo de pessoas pela floresta com uma serra elétrica. Ou um machado. Pensando bem, todo filme de terror tem algum psicopata, assim como todo filme de super-herói. E, nos últimos anos, tem havido um interesse crescente em pessoas assim – assim como esse assunto tem sido explorado exaustivamente em ficções. Mas será que a coisa é tão preto no branco assim? O criminoso é psicopata, é maluco, o cérebro está estragado e ponto final. O texto que eu li essa semana foi “Neurobiologia do transtorno de personalidade anti-social” da Cristina Marta Del-Ben. O diagnóstico do transtorno (também chamado de TPAS) nem sempre coincide com a definição de psicopatia, como a autora fala no texto, mas tem uma variedade muito grande de sintomas em comum. Acho que tem muito cinza no meio do preto e do branco e não estão colocando isso nos filmes.
Quais os sintomas de TPAS? Agressividade, impulsividade, ausência de remorso, incapacidade de adequar-se às normas, propensão à enganar, Desrespeitoso, em relação à segurança, irresponsabilidade consistente. São os critérios diagnósticos propostos que – ao ter três ou mais, indica o transtorno. Guarde isso, uma lista para se procurar pelo menos três e dar o diagnóstico.
Agora, o que realmente causa um debate é a origem do transtorno. Por que uma pessoa fica, ou nasce assim? Qual a causa? Bem, a autora coloca que eventos estressores nos primeiros anos de vida tem sido associada com o TPAS. Porém, pessoas sem eventos assim também são diagnosticadas com TPAS, levando a crer que a hereditariedade tem uma parcela de culpa. E em seguida associa o transtorno com lesões no cérebro, especificamente na parte da frente – o chamado Lobo Frontal e daí há uma grande explicação sobre lesões e ausência de receptores no cérebro que podem explicar a doença. Então podem ser vários motivos combinados ou não, biológicos e sociais.
O modo de diagnosticar é subjetivo. Lembra da lista lá em cima? Então, um homem que seja agressivo, impulsivo e incapaz de se adequar às normas pode ser colocado no mesmo balde que um homem que não tem respeito em relação à segurança, propenso a enganar e irresponsável? Coloque duas pessoas pra dar o diagnóstico, apenas comparando a pessoa com os sintomas da lista. Dependendo da pessoa que avalia, o conceito de "agressivo" por exemplo, possa se encaixar ou não. Se o diagnosticador estiver tendendo à encaixar o paciente no transtorno, qualquer mentirinha pode ser uma Propensão à Enganar!
Há a possibilidade de uma pessoa que tenha tendência genética para ter ausência de receptores no cérebro, ou que sofra um acidente, não tenha TPAS? É algo que a pessoa possa lutar para mudar em si mesma?
No final das contas, até que ponto o contexto e a genética influenciam na personalidade de um indivíduo?
O que vocês acham, pessoal? Consegui dar um nó no cérebro de vocês? Comentem aí.
Beijos e até a próxima!

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